Parceiro de Lucas Evangelista nas categorias de base, jogador chamado de “novo Kaká” pendurou as chuteiras precocemente. Enquanto o volante vive o momento mais especial da carreira, jogando no Palmeiras, o antigo companheiro optou por encerrar sua trajetória nos gramados por circunstâncias da vida.
Mirrai Leme Vieira, o Mirray, fez parte da “geração de 94” do São Paulo junto com o camisa 30 do Verdão e nomes como Lucas Piazon, Rodrigo Caio e João Schmidt. Após se destacar no Mundial Sub-15, em 2009, ele virou o sucessor de Kaká no Morumbi.
O meia viu a multa rescisória de seu contrato subir para 30 milhões de euros e, com isso, a pressão sobre seu futuro aumentar. Sem conseguir corresponder às expectativas, foi emprestado algumas vezes até o fim do vínculo com o clube em 2016. Depois, rodou por agremiações menores.
A realidade passou a ser outra. Os ganhos diminuíram e a promessa, então, optou por pendurar as chuteiras e mudar de vida. Hoje, é dono de uma escolinha de futsal, tem um grupo de corrida e relembra os tempos de jogador profissional atuando na várzea.
Mirray é grato ao que viveu no futebol
Apesar do baque de não ter vingado, por assim dizer, o agora ex-meia é grato por ter realizado o sonho de jogar profissionalmente e ter vivido tudo o que viveu no futebol.
“Sou muito grato, saí da minha cidade de 35 mil habitantes, o meu pai sonhava em me levar para o Botafogo de Ribeirão Preto e no fim já fui parar no São Paulo, sendo uma das maiores promessas, com multa de 30 milhões de euros. Conseguir realizar meu sonho e jogar profissionalmente, sou muito feliz e grato ao futebol, devo tudo a ele, tudo que tenho é por meio dele, sinto gratidão e agradecimento a tudo que vivi”, disse, em entrevista ao ‘ge’.



