A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não gostou nem um pouco do que viu no jogo entre Brasil e Bolívia, na noite desta terça-feira (9). Os selecionados se enfrentaram em El Alto, pela última rodada das Eliminatórias, e, no entendimento da entidade, os donos da casa fizeram o que quiseram em campo.
Em declaração dada ao portal ‘ge’, o presidente Samir Xaud criticou duramente o antijogo praticado pela equipe boliviana. Fora a altitude de mais de quatro mil metros, o mandatário brasileiro destacou as táticas antigas utilizadas pelos donos da casa para reduzir ao máximo o tempo de jogo.
“Uma tristeza o que ocorreu hoje aqui. Viemos para jogar futebol e o que vimos desde a nossa chegada foi um antijogo. Mesmo com essa altitude de 4 mil metros, jogamos contra a arbitragem, contra a polícia e contra os gandulas, tirando as bolas de campo, colocando bolas dentro de campo. Uma verdadeira várzea”, disparou Xaud.
O cartola também criticou o comportamento do policiamento em relação à comissão técnica brasileira. Por fim, cobrou um posicionamento da Conmebol: “Esse tipo de atitude principalmente jogando na altitude fica difícil, ainda mais jogando com 14 homens dentro de campo. Espero que a Conmebol tome providências, justamente porque temos tudo gravado. Isso não pode acontecer, é um absurdo”.
Bolívia jogou a vida diante do Brasil
Os bolivianos entraram em campo com possibilidades de classificação para a Copa do Mundo de 2026. Era a grande chance do país de conseguir uma vaga no principal torneio de futebol do planeta depois de 32 anos. Por isso, estavam dispostos a tudo.
Com antijogo ou não, fato é que souberam aproveitar a derrota da Venezuela para a Colômbia e a altitude contra o Brasil. O triunfo por 1 a 0, em El Alto, colocou o selecionado na repescagem como representante sul-americano.









