A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estuda implementar uma regra no esporte bretão nacional que pode ser a ruína do Botafogo. Trata-se da criação de um fair play financeiro, assunto tão debatido por aqui nos últimos anos e que deve finalmente sair do papel em breve.
Conforme divulgou a entidade máxima do futebol brasileiro, um um grupo de trabalho foi criado para tratar da implementação de um fair play financeiro. O modelo estudado é o amplamente difundido na Europa, que estabelece um limite de gastos com base nas receitas dos clubes.
Os gastos não poderiam ultrapassar 73% das receitas. Além disso, o modelo estabelece a necessidade do pagamento de dívidas por parte das agremiações. Os times ficariam sujeitos a sanções em caso de não cumprimento das regras, como, por exemplo, perda de pontos e, em último caso, rebaixamento.
O objetivo com essa nova regra é tratar com mais transparência as finanças das instituições e tornar a disputa mais justa no futebol brasileiro. Algo que é pedido já há algum tempo por dirigentes como Leila Pereira, presidente do Palmeiras, grande defensora da implementação da medida.
Regra da CBF pode causar a ruína do Botafogo
O fair play é o grande temor da maioria dos clubes da elite nacional, que estão afundados em dívidas e não honram seus compromissos. O Alvinegro Carioca, por exemplo, é um dos que não costumam pagar em dia.
Recentemente, a Players’ Status Chamber, câmara que julga situações relativas a jogadores, condenou o time de John Textor a pagar os US$ 21 milhões (R$ 117 milhões) referentes a compra de Thiago Almada junto ao Atlanta United, da MLS.
Anteriormente, em março, a Fifa aplicou um transfer ban na equipe da Estrela Solitária pela falta de pagamento de Segovinha ao Guarani do Paraguai – pendência que foi quitada logo após os paraguaios correrem atrás de seus direitos.









