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É verdade que o Palmeiras na verdade se chama Palestra Itália?

Como grande parte dos torcedores sabem, o Palmeiras não nasceu com este nome e em determinado momento de sua história foi obrigado a se…

É verdade que o Palmeiras na verdade se chama Palestra Itália?

Foto: Divulgação

Como grande parte dos torcedores sabem, o Palmeiras não nasceu com este nome e em determinado momento de sua história foi obrigado a se desligar de suas origens. O Maior Campeão do Brasil, na verdade, foi fundado como Palestra Itália, em 1914, e essa mudança ocorreu somente quase 30 anos depois.

Em 1942, em meio a Segunda Guerra Mundial, o governo de Getúlio Vargas proibiu que instituições nacionais fizessem referência a quaisquer um dos países do Eixo. No futebol, clubes com raízes italianas, japonesas ou alemãs tiveram de mudar suas identidades sob o risco de perder tudo que tinham.

Primeiro, o Verdão mudou o nome para Palestra de São Paulo. O governo, no entanto, exigiu que o ‘Palestra’ também fosse retirado, pois faria referência à cultura italiana – mesmo sendo uma palavra de origem grega. Foi então que o Palestra deu lugar de vez à Sociedade Esportiva Palmeiras.

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A ideia dos alviverdes era manter o tradicional ‘P’ do escudo da agremiação e do uniforme, além de fazer uma homenagem à extinta Associação Atlética das Palmeiras. Foi então que em setembro de 1942, o Alviverde passou a ter oficialmente a identidade atual.

Palestra morreu líder e o Palmeiras nasceu campeão

A mudança definitiva aconteceu pouco antes da final do Campeonato Paulista daquele ano, contra o São Paulo. O Verde, que liderava a competição, entrou em campo diante do rival com uma bandeira do brasil e venceu por 3 a 1 no episódio conhecido como Arrancada Heroica.

Apesar da modificação no nome e no escudo, o Alviverde jamais perdeu suas origens, incluindo as raízes italianas. É por essa razão que a torcida que canta e vibra segue chamando até hoje o clube de Palestra, uma maneira de manter viva a memória do Maior Campeão Nacional.

Sobre o autor
Vitor Gonçalves

Paulista, 24 anos, jornalista em formação. Apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística). Ambos, jogo e jornalismo, vão além de suas aparências (pessoas correndo atrás de uma bola e noticiando fatos) e, na verdade, são reflexos do social – eu sou um produto dessas duas coisas e de outras tantas que também as compõem.