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São Marcos colocou ídolo do Corinthians no bolso e deixou todo mundo maluco

São Marcos de Palestra Itália protagonizou um dos lances mais emblemáticos da história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Em 1999, o goleiro pegou pênalti decisivo…

São Marcos de Palestra Itália protagonizou um dos lances mais emblemáticos da história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Em 1999, o goleiro pegou pênalti decisivo de ídolo do Corinthians, despachou o maior rival e manteve o time vivo na disputa da Copa Libertadores da América.

Os rivais se enfrentaram pelas semifinais da competição continental daquele ano. Tido como favorito, o Alvinegro venceu o jogo de ida por 4 a 3. Na volta, o Verdão devolveu a derrota, fez 3 a 2, com gols de Euller, Alex e Galeano e levou a eliminatória para os pênaltis.

Na decisão na marca da cal prevaleceu mais uma vez a especialidade do eterno arqueiro palestrino, tal qual havia acontecido na temporada anterior, nas quartas. Até a última cobrança corintiana, todos os batedores tinham acertado e mais um gol levaria a disputa para as alternadas.

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O encarregado pela batida foi Marcelinho Carioca. Exímio finalizador, o camisa 7, um dos maiores ídolos da história da agremiação do Parque São Jorge, só não contava com a defesa magistral de Marcão no canto direito da meta.

Na comemoração, o goleiro que ali virou santo de vez, saiu deslizando no gramado do Morumbi e certamente deixou muitos palmeirenses enlouquecidos. O Palestra se classificou para a final, porém acabou sendo derrotado pelo Boca Juniors – com erro de arbitragem, diga-se de passagem.

São Marcos contrariou recomendação e pegou o penal

Naquela época já era uma pratica das comissões técnicas dos clubes estudar as cobranças dos adversários para orientar os goleiros no momento das disputas de pênalti.

Marcão conta que pulou para o canto estudado nas batidas de todos os jogadores corintianos anteriormente. Contudo, na de Marcelinho ele resolveu mudar a estratégia e caiu para o lado oposto – no fim das contas, a decisão se mostrou acertada e o lance entrou para a história do Dérbi.

Sobre o autor
Vitor Gonçalves

Paulista, 24 anos, jornalista em formação. Apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística). Ambos, jogo e jornalismo, vão além de suas aparências (pessoas correndo atrás de uma bola e noticiando fatos) e, na verdade, são reflexos do social – eu sou um produto dessas duas coisas e de outras tantas que também as compõem.