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Rony conta história emocionante de fome na infância

O atacante Rony participou do programa do Faustão na Band, na noite de ontem. O camisa 10 do Palmeiras foi homenageado e teve sua…

Rony conta história emocionante de fome na infância

Foto: Reprodução.

O atacante Rony participou do programa do Faustão na Band, na noite de ontem. O camisa 10 do Palmeiras foi homenageado e teve sua difícil história de vida contada no quadro Arquivo Pessoal.

Dentre as falas de amigos e familiares, o Rústico foi surpreendido pela mensagem de Marcos Vinícius, seu amigo de infância, que contou um pouco sobre a dura realidade do jogador no interior do Pará, que o obrigava a driblar a fome da forma que podia, assim como faz hoje dentro de campo com a bola nos pés.

“A gente saía para caçar passarinho e o Rony ficava embaixo das árvores para pegar Pipira, que é um pássaro bem típico da região. A gente pegava duas ou três, depenava, abria ela, passava sal com limão e jogava na brasa para comer”, contou Marcos.

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Apesar da dificuldade, os amigos não se queixavam. “A gente comia feliz da vida, não tinha esse negócio de estar triste porque a vida estava difícil”, completou.

Rony deu a volta por cima e se tornou ídolo do Palmeiras

Assim como muitos meninos brasileiros, Ronielson apostou no futebol para tentar mudar a realidade social que previamente o relegou à pobreza.

Depois de começar no Remo, atuar por Cruzeiro, Náutico e Albirex Niigata, do Japão, o jogador despontou para o cenário nacional defendendo as cores do Athletico-PR, que fez com que o Verdão tivesse o interesse em contratá-lo.

No início, o atacante encontrou dificuldades no Allianz Parque – mas nada comparado ao que já tinha vivido fora de campo. Após os primeiros obstáculos, deu a volta por cima e se tornou um dos nomes mais importantes da história recente do clube.

Pelo Alviverde, o camisa 10 se tornou o maior goleador da história da instituição na Libertadores (18 gols), sendo fundamental na conquista do bicampeonato continental, além de também ter sido importante nos títulos do Brasileirão (2022), Copa do Brasil (2020), Paulistão (2020, 2022 e 2023), Recopa Sul-Americana (2022) e Supercopa do Brasil (2023).

Sobre o autor
Vitor Gonçalves

Paulista, 24 anos, jornalista em formação. Apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística). Ambos, jogo e jornalismo, vão além de suas aparências (pessoas correndo atrás de uma bola e noticiando fatos) e, na verdade, são reflexos do social – eu sou um produto dessas duas coisas e de outras tantas que também as compõem.