As declarações com tons xenofóbicos da diretora de Responsabilidade Social do Flamengo, Ângela Machado, esposa do presidente do clube, Rodolfo Landim, pode trazer prejuízos ao clube do Rio de Janeiro. A notícia provocou uma onda de reações da torcida do Palmeiras, que nos últimos anos tem rivalizado com a equipe carioca.
Logo após a divulgação do resultado oficial da eleição presidencial do Brasil, que confirmou a vitória do candidato Lula no segundo turno contra Bolsonaro, a diretora do Flamengo fez um post atacando os nordestinos. Na região do Nordeste, o candidato petista teve ampla vantagem sobre Bolsonaro.
“Ganhamos onde produz, perdemos onde se passa férias. Bora trabalhar porque se o gado morre, o carrapato passa fome”, dizia a publicação.
O ataque desferido aos nordestinos pode abalar a relação entre Flamengo e BRB, patrocinador do clube. Isso porque o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) viu possível infração ao contrato do banco com o Rubro-Negro. Em nota, o MPDFT cobrou explicações ao BRB e deu um prazo para o banco retornar a solicitação até o próximo dia 23.
“O objetivo é verificar se houve violação de cláusula contratual que diz respeito a não adoção ou apoio de práticas de discriminação negativa e/ou injuriosa, relacionada à raça, cor, sexo, religião, orientação sexual, origem ou qualquer outra característica pessoal de seus profissionais”, diz um trecho da nota.
Flamengo pode perder patrocínio
Atualmente, o BRB paga cerca de R$ 32 milhões anuais ao Flamengo pelo patrocínio master do clube. Além disso, o banco possui outras parcerias com o Rubro-Negro. Caso se confirme a quebra de contrato devido ao caso, o Flamengo poderá perder seu patrocinador.


