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Esporte olímpico e paralímpico pode perder R$ 2,6 bi sem repasses das bets até 2027

Estimativa divulgada pelo iGaming Brazil aponta perda de R$ 2,623 bilhões até o fim de 2027 para o esporte olímpico e paralímpico sem repasses das bets.

Esporte olímpico e paralímpico pode perder R$ 2,6 bi sem repasses das bets até 2027

O esporte olímpico e paralímpico do Brasil corre o risco de perder cerca de R$ 2,623 bilhões até o fim de 2027. A perda ocorreria se acabassem os repasses vinculados ao mercado de apostas. A estimativa foi divulgada pelo portal especializado iGaming Brazil.

O valor dá a medida de quanto a arrecadação das bets passou a pesar no financiamento de modalidades fora do futebol. É também mais um capítulo do debate sobre o futuro do setor no país.

Uma conta bilionária para o esporte

Segundo o iGaming Brazil, o cálculo considera o volume de recursos que deixaria de chegar ao esporte olímpico e paralímpico caso o vínculo com as apostas fosse rompido. O horizonte projetado vai até o fim de 2027.

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Para atletas, confederações e programas de formação, uma cifra dessa ordem significa planejamento de longo prazo. Ela pode bancar ciclos olímpicos, estruturas de treinamento e o apoio a modalidades com pouca visibilidade comercial.

O que diz a regulamentação das apostas

A Lei 14.790, que regulamentou as apostas de quota fixa no Brasil, definiu como parte da arrecadação das empresas do setor deve ser distribuída. O esporte aparece entre as áreas contempladas. A fiscalização e a concessão de licenças ficam a cargo da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda.

Desde que o mercado regulado entrou em vigor, com operadores autorizados atuando sob domínios .bet.br, a destinação desses recursos virou argumento recorrente no debate público. De um lado, há quem cobre restrições mais duras ao setor. De outro, entidades esportivas veem nos repasses uma fonte relevante de receita.

Leia também: AGU pede ao STF que declare inconstitucionais trechos das leis que liberaram as bets

Reflexos além do futebol

No futebol, a presença das casas de apostas é visível nas camisas, nas placas e nos nomes de competições. O caso do esporte olímpico e paralímpico mostra outro lado dessa relação: o dinheiro que chega por meio de repasses previstos em lei, e não por patrocínio direto.

Clubes poliesportivos e confederações acompanham de perto qualquer mudança nas regras do setor. Uma eventual interrupção dos repasses obrigaria essas entidades a buscar outras fontes de financiamento em pouco tempo.

O tema deve seguir em pauta nos próximos meses, à medida que avançam as discussões sobre o modelo de regulação das bets no país. O impacto sobre o esporte tende a ser um dos pontos centrais dessa conversa.

Apostas são proibidas para menores de 18 anos. Jogue com responsabilidade: apostar envolve riscos e não deve ser encarado como fonte de renda.

Sobre o autor
Carla Menezes

Especialista em transferências e no dia a dia do elenco na Academia.