O título do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026 será decidido neste sábado (3), às 16h30, no Morumbis. São Paulo e Corinthians fazem o jogo de volta da final, e o duelo também opõe as artilheiras das duas equipes: Giovanna Crivelari, do Tricolor, e Gabi Zanotti, do Alvinegro.
Segundo a Gazeta Esportiva, as duas atacantes chegam à decisão com sete gols cada na competição. Ambas balançaram as redes no primeiro jogo da final, vencido pelo São Paulo por 2 a 1 na Neo Química Arena.
Vantagem tricolor e casa cheia
Com a vitória na ida, as Soberanas jogam pelo empate para conquistar um título inédito. As Brabas precisam vencer por dois gols de diferença para levantar a taça no tempo normal. Se o placar agregado terminar igual, a definição vai para os pênaltis.
A expectativa é de arquibancada lotada. De acordo com a Gazeta Esportiva, mais de 35 mil ingressos já foram vendidos de forma antecipada. O número coloca o Morumbis perto de quebrar o recorde de público do futebol feminino de clubes no Brasil.
Crivelari reencontra o ex-clube
Aos 33 anos, Crivelari vive uma final com sabor especial. A atacante defendeu o Corinthians entre 2019 e 2020 e conquistou pelo clube a Libertadores, o Brasileiro e o Paulista.
No jogo de ida, ela marcou o gol de empate do São Paulo, mas preferiu não comemorar em respeito à antiga equipe. A partida ficou empatada até o Tricolor virar o placar e sair com a vitória.
Crivelari é a goleadora isolada do São Paulo no Brasileiro, com um gol a mais que Isa Guimarães. Ela fez cinco gols na primeira fase. Já no mata-mata, marcou contra o Grêmio, nas quartas de final, e contra o Corinthians, na ida da decisão.
Na temporada, a atacante soma nove gols e duas assistências em 24 partidas. Contratada em janeiro de 2025, ela tem vínculo com o clube do Morumbi apenas até 31 de dezembro deste ano.
Zanotti, a veterana que segue decisiva
Do outro lado, Gabi Zanotti mostra fôlego aos 41 anos. Em sua nona temporada com a camisa do Corinthians, a camisa 10 e capitã abriu o placar no primeiro jogo da final.
Ela divide a artilharia corintiana no Brasileiro com Jhonson. Dos sete gols que marcou, seis saíram na primeira fase. Em 2026, Zanotti acumula 11 gols e sete assistências em 30 jogos.
Mesmo atuando com frequência como referência no ataque, a jogadora também participa da construção das jogadas, graças à sua qualidade técnica. Segundo a Gazeta Esportiva, ela é uma das principais lideranças do elenco dentro de campo.
Zanotti divide com Vic Albuquerque o posto de maior vencedora da história do Corinthians feminino, com 18 títulos cada. No início do ano, renovou contrato com o clube até o fim de 2027.
Clássico vale mais que a taça
Além do troféu, a decisão marca mais um capítulo da rivalidade paulista no futebol feminino. De um lado, o São Paulo tenta escrever o nome pela primeira vez na galeria de campeões nacionais. Do outro, o Corinthians aposta na experiência de seu elenco para buscar a virada no agregado.
Tudo indica que o protagonismo de Crivelari e Zanotti, decisivas ao longo das campanhas, pode mais uma vez pesar no resultado final.



