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Bets legalizadas usam jogos do Brasileirão para protestar contra MP que proíbe apostas

Casas de apostas autorizadas fazem manifestação conjunta nas partidas do Brasileirão e alertam para os efeitos da medida provisória que veta o setor no país.

Bets legalizadas usam jogos do Brasileirão para protestar contra MP que proíbe apostas

As casas de apostas que atuam legalmente no Brasil levaram ao Brasileirão o protesto contra a medida provisória que proíbe o mercado de apostas no país. Segundo o portal iGaming Brazil, as empresas organizaram uma manifestação conjunta nas partidas da sexta-feira (2) e do sábado.

O objetivo é usar a visibilidade dos jogos para mostrar ao público quais seriam, na visão do setor, as consequências da proibição. A competição nacional, que reúne milhões de torcedores nos estádios e na TV, virou o palco escolhido para a mobilização.

Futebol vira vitrine da reação do setor

A escolha do Brasileirão não é por acaso. Nos últimos anos, as bets se tornaram parceiras centrais do futebol brasileiro, com presença em uniformes, placas de publicidade e cotas de transmissão.

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Ao ocupar esse espaço com uma mensagem própria, as operadoras tentam ampliar o debate para além de Brasília. A estratégia é falar diretamente com o torcedor, que acompanha de perto a relação entre os clubes e os patrocinadores do segmento.

De acordo com o iGaming Brazil, a ação parte das empresas legalizadas, ou seja, aquelas que passaram pelo processo de autorização previsto na regulamentação do setor. Os detalhes de cada mensagem exibida não foram divulgados no material.

MP coloca em xeque um mercado recém-regulado

A medida provisória atinge um mercado que havia acabado de ganhar regras. A Lei 14.790 estabeleceu o marco legal das apostas de quota fixa. Desde então, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda passou a conceder autorizações para empresas que operam com domínios .bet.br.

Para as operadoras autorizadas, a proibição representa uma reviravolta. Elas investiram para cumprir as exigências da regulamentação e agora veem o próprio negócio ameaçado.

A reação não se limita aos gramados. O tema já mobilizou outras frentes, como entidades que recorreram ao Supremo Tribunal Federal e parlamentares que apresentaram propostas de alteração ao texto durante a tramitação no Congresso.

Leia também: Marcos Braz propõe emendas para salvar apostas esportivas e patrocínios no futebol

O que está em jogo para os clubes

Para os clubes da elite, Palmeiras incluído, o desfecho da discussão tem peso financeiro direto. Os contratos com empresas do setor estão entre as principais fontes de receita comercial do futebol nacional, e uma proibição definitiva obrigaria as diretorias a buscar novos parceiros.

Por isso, a manifestação nos estádios funciona também como um recado aos dirigentes e ao Congresso, que ainda precisa analisar a medida provisória. O texto tem validade limitada e precisa ser votado pelos parlamentares para se tornar lei de forma definitiva.

Até lá, o futebol segue no centro de uma disputa que envolve regulação, arrecadação e saúde pública. A tendência é que o tema continue presente nas rodadas do Brasileirão enquanto não houver uma definição em Brasília.

Apostas são proibidas para menores de 18 anos. Se você aposta, faça isso com responsabilidade. Apostar não é forma de ganhar dinheiro.

Sobre o autor
Carla Menezes

Especialista em transferências e no dia a dia do elenco na Academia.