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Sócios do Guarani aprovam SAF com 95,1% dos votos; venda a investidor fica para depois

Assembleia do Bugre teve 235 votos a favor e 12 contra. Clube mantém 100% das ações por ora e aguarda nova proposta de Roberto Graziano por 90%.

Sócios do Guarani aprovam SAF com 95,1% dos votos; venda a investidor fica para depois

O Guarani deu nesta sexta-feira (2) um passo importante para mudar seu modelo de gestão. Os associados do clube de Campinas aprovaram a constituição de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com 95,1% dos votos. O resultado saiu de uma Assembleia Geral Extraordinária, segundo informações da Gazeta Esportiva e de nota oficial do próprio clube.

A aprovação, porém, não significa que o futebol do Bugre foi vendido. Neste primeiro momento, a decisão apenas autoriza a criação da SAF. Todas as ações da nova empresa continuam nas mãos do Guarani.

Votação folgada e acima do mínimo exigido

A assembleia foi realizada em formato híbrido, com sócios e conselheiros participando presencialmente e pela internet. Ao todo, foram 235 votos favoráveis e 12 contrários.

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O placar superou com margem os dois terços que o estatuto do clube exige para aprovar esse tipo de mudança. O apoio quase unânime mostra que o quadro associativo vê a SAF como caminho para a reestruturação administrativa e financeira do Bugre.

Em comunicado, o Guarani tratou a votação como um momento histórico. “A decisão representa um marco importante na história do Bugre e abre caminho para uma nova etapa no processo de transformação e desenvolvimento institucional do clube”, afirmou a diretoria.

A nota também prometeu cautela nas próximas fases. Segundo o clube, os próximos passos serão conduzidos “com responsabilidade e compromisso com a sua história, respeitando os interesses da instituição e de toda a nação bugrina”.

Graziano é o principal interessado

A entrada de um investidor depende de novas análises e de outras votações internas. De acordo com a Gazeta Esportiva, o nome mais forte para assumir o controle da SAF é o empresário Roberto Graziano, dono da empresa Magnum.

A expectativa é que Graziano apresente nos próximos dias uma nova proposta para comprar 90% das ações. O documento deve trazer ajustes pedidos por conselheiros e associados durante as discussões do projeto.

Se a negociação avançar, o Guarani associativo ficaria com uma fatia minoritária de 10% da SAF. Esse desenho costuma ser adotado por clubes que querem manter alguma presença na estrutura do futebol depois da venda. Valores e condições do negócio, no entanto, ainda não foram divulgados.

O que muda a partir de agora

Com a autorização dos sócios, o Bugre pode começar a formalizar a SAF, etapa vista internamente como essencial para reorganizar as contas e a gestão do departamento de futebol. A constituição da empresa vem antes de qualquer transferência de controle.

O caminho segue o de outros clubes brasileiros que, desde a Lei da SAF, em vigor desde 2021, trocaram o modelo associativo pela estrutura empresarial em busca de investimento. O Palmeiras, por outro lado, segue administrado como associação civil, sem SAF.

Para o torcedor bugrino, a fase decisiva começa agora, com a chegada da proposta revisada e as novas rodadas de votação. Até lá, o futebol do clube campineiro continua 100% sob controle do Guarani.

“Mais do que um novo capítulo, a constituição da SAF é um passo importante na construção do futuro do Guarani”, concluiu o clube no comunicado.

Sobre o autor
Rafael Gomes

Responsável pelos números, tabelas e estatísticas do Verdão.