O atacante Willian, de 38 anos, não pretende voltar a jogar no futebol brasileiro. Sem clube desde agosto, quando rescindiu contrato com o Grêmio, o ponta afirmou que já procura um novo destino para seguir a carreira. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (2) ao programa Gazeta Esportiva, segundo a Gazeta Esportiva.
O ex-jogador do Corinthians admitiu que recebeu sondagens de equipes do país, mas disse que ele mesmo decidiu não levar as conversas adiante. Enquanto não define o futuro, mantém a rotina de treinos por conta própria.
“Momento de transição”
Willian descreveu a fase atual como um período de espera e preparação. “Estou num momento de transição, sem clube. Mas já estou procurando qual vai ser meu próximo destino. Continuo treinando e fazendo minhas atividades para não ficar parado e aproveitar também um pouco com a família. Aqui no Brasil, tive até conversas com alguns clubes, mas eu mesmo não dei seguimento”, afirmou.
O veterano também já pensa na vida depois da aposentadoria e quer continuar no meio do futebol, agora fora das quatro linhas. “Depois desses todos anos jogando, penso em ser empresário de futebol e de jogadores. Venho fazendo alguns cursos também. Estou estruturando isso. Temos que planejar isso com tempo antes para, quando parar, dar segmento naquilo que quer fazer”, explicou.
Ele contou ainda que, no tempo livre, acompanha partidas do Corinthians e de outros campeonatos. “Quando eu tenho oportunidade de acompanhar, acompanho os jogos, não só os do Corinthians. Gosto de ver futebol brasileiro e europeu também”, disse.
Comparação com Estêvão
Na entrevista, Willian também falou de Estêvão, revelado pelo Palmeiras e hoje no Chelsea. O jovem chama a atenção da torcida inglesa pela semelhança com o ex-ponta, tanto no físico quanto no estilo de jogo.
“Ele acabou se lesionando e não conseguiu ir para a Copa do Mundo. Mandei uma mensagem para ele, parece ser um menino bem bacana e humilde. Eu recebo muitas mensagens dos torcedores do Chelsea falando que ele é meu filho”, contou o atacante.
Críticas ao calendário e salários altos
Willian também opinou sobre o futebol nacional. Ele criticou a falta de padrão dos gramados e a organização do calendário. “Infelizmente no Brasil a gente não tem padrão de campo. O calendário do Brasil também é uma loucura. Esses detalhes assim, como organização, fazem a diferença”, avaliou.
Para o ponta, os salários oferecidos pelos clubes brasileiros explicam o retorno de tantos atletas que estavam no exterior. “Os jogadores vêm para o Brasil e recebem muito mais do que receberiam de outro clube lá fora. Acho que até por isso o jogador acaba vindo”, afirmou.
Carreira marcada pelo Chelsea
O auge da trajetória de Willian foi no Chelsea, onde passou sete temporadas. No clube londrino, conquistou duas Premier Leagues, uma Liga Europa, uma Copa da Inglaterra e uma Copa da Liga Inglesa.
Depois de deixar os Blues, em 2020, ele jogou uma temporada pelo Arsenal e voltou ao Corinthians. Em seguida, retornou à Europa para duas passagens pelo Fulham e uma breve experiência no Olympiacos, da Grécia.
No Grêmio, seu último clube, o atacante disputou 28 partidas, com dois gols e cinco assistências, antes da rescisão em agosto. Agora, longe dos gramados brasileiros, ele avalia o próximo passo de uma carreira que já se aproxima do fim.



