O zagueiro Arboleda abriu o jogo sobre os bastidores de seu retorno ao São Paulo após ficar um mês afastado do elenco sem justificativa. Em entrevista ao SBT, reproduzida pela Gazeta Esportiva, o defensor equatoriano contou que buscou apoio psicológico e agradeceu o suporte do clube durante o processo de reintegração.
As declarações vieram depois do empate por 1 a 1 do São Paulo com o Bolívar, nesta terça-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Arboleda foi o autor do gol tricolor na partida, marcado quase um ano após seu último tento pelo clube.
O afastamento e a volta aos treinos
Segundo a Gazeta Esportiva, Arboleda deixou de se apresentar à concentração do São Paulo antes da partida contra o Cruzeiro, no dia 4 de abril, pelo Campeonato Brasileiro. Ele viajou ao Equador sem avisar companheiros, comissão técnica ou diretoria, e só retornou ao Brasil cerca de um mês depois, quando o clube já avaliava uma rescisão unilateral de contrato.
O jogador foi reintegrado aos treinos com o elenco em julho, já sob a gestão de Rafinha como executivo de futebol, após a saída do então diretor Rui Costa. De acordo com a publicação, tanto Rafinha quanto o técnico Dorival Júnior — que já haviam trabalhado com Arboleda em outras oportunidades — foram fundamentais para viabilizar o retorno do zagueiro às atividades.
Ao explicar os motivos do episódio, Arboleda disse: “Quando eu tomei a decisão de ir embora, estava passando por um mau momento. Meu erro foi não comunicar meus companheiros, a diretoria e a comissão técnica. Foi num momento que eu estava muito triste, era um momento muito ruim, só pensava em ir embora. Me acolhi com a minha família, que para mim é muito importante, e com meus amigos no meu bairro. Sumir um pouco, parar de pensar muito no futebol, porque realmente não estava num bom momento.”
Apoio psicológico e agradecimento ao clube
O zagueiro relatou que chegou a discutir a situação com advogados e empresários diante do risco de rescisão, mas que sua prioridade ao voltar era retomar os treinos. Ele afirmou: “Eu realmente falei com meus advogados, meus empresários falaram comigo, a diretoria também, que poderia ter acontecido. Quando eu voltei, a primeira coisa que falei foi que eu precisava voltar a treinar, não com o grupo. Meu problema nunca foi com a diretoria, com a comissão técnica que estava no momento, com meus companheiros, jamais. Eu amo todos eles. Estou muito feliz pela nova oportunidade que me deram. Tinha que voltar mesmo pelo contrato. Estou trabalhando da melhor maneira, com o psicólogo do clube, que tem me ajudado muito, e espero continuar com ele.”
Arboleda destacou que foi a primeira vez em sua carreira que precisou recorrer a esse tipo de acompanhamento profissional. “Foi a primeira vez que aconteceu na minha carreira, estou há muitos anos aqui. Agora, estou com profissionais. Também agradeço ao clube, por me dar a oportunidade de voltar, de ter esses profissionais me ajudando semana a semana, isso me ajudou muito. Como sempre falei, é seguir trabalhando da melhor maneira e colocar o São Paulo onde sempre esteve, lá em cima”, disse.
Próximos compromissos do São Paulo
Com o empate diante do Bolívar, a vaga nas quartas de final da Sul-Americana ficou em aberto para o jogo de volta, marcado para a próxima terça-feira, no Morumbis. Em caso de novo empate, a definição da vaga será nos pênaltis.
Antes disso, o time volta o foco para o Campeonato Brasileiro. O São Paulo recebe o Coritiba neste sábado, também no Morumbis, pela 23ª rodada da competição nacional, em seu retorno ao estádio após a viagem à Bolívia.



