Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (11) apontou que a participação das casas de apostas ilegais no mercado brasileiro caiu de forma significativa em relação aos números registrados no primeiro semestre do ano, de acordo com o site iGaming Brazil. O levantamento reforça a percepção de que o processo de regulamentação do setor, conduzido pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), ligada ao Ministério da Fazenda, tem surtido efeito prático sobre o comportamento do mercado.
Regulamentação avança desde a Lei 14.790
Desde a entrada em vigor da Lei 14.790, que estabeleceu as regras para funcionamento das apostas de quota fixa no país, a SPA passou a licenciar operadores e a exigir o uso do domínio .bet.br como forma de identificar plataformas autorizadas a atuar legalmente. A medida faz parte de um esforço mais amplo para separar operadores regularizados de sites clandestinos, que historicamente operam sem fiscalização e sem recolhimento de tributos no Brasil.
Segundo o iGaming Brazil, os novos dados indicam que essa estratégia de licenciamento e fiscalização vem reduzindo o espaço das casas não autorizadas, que ainda concorrem com as plataformas legais oferecendo promoções e condições fora das normas estabelecidas pelo governo.
Impacto sobre publicidade e patrocínios no futebol
O avanço da regulamentação tem repercussão direta no futebol brasileiro, já que diversos clubes das principais divisões mantêm contratos de patrocínio com casas de apostas. A exigência de licenciamento pela SPA busca justamente garantir que essas parcerias comerciais sejam firmadas apenas com operadores autorizados, reduzindo a exposição de torcedores a marcas que atuam à margem da lei.
A discussão sobre a presença de bets no esporte também tem sido pauta recorrente entre autoridades e entidades ligadas ao futebol, que cobram maior rigor na fiscalização de publicidade e patrocínios veiculados durante partidas e em uniformes de equipes.
Jogo responsável segue como ponto de atenção
Mesmo com a redução da fatia ilegal apontada pelo estudo, especialistas do setor reforçam a necessidade de campanhas de conscientização sobre jogo responsável, voltadas especialmente ao público maior de 18 anos. A regularização do mercado é vista como um passo importante, mas não elimina os riscos associados ao uso excessivo de plataformas de apostas.
O Portal do Palmeirense seguirá acompanhando os desdobramentos da regulamentação do setor de apostas no Brasil e seus impactos sobre o futebol nacional.
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